No JOTA, EPPGG discute interação entre políticas monetária, cambial e fiscal

Crédito: Beto Nociti/BCB

Em artigo publicado no JOTA, o EPPGG Gustavo Jorge Silva discute a interação entre as políticas monetária, cambial e fiscal e os limites reais da autonomia estatal em um sistema financeiro internacional integrado. O autor revisita o debate sobre a interação da política monetária com os outros aspectos da política macroeconômica, indo dos marcos iniciais estabelecidos por Keynes até os trabalhos de Mundell e Fleming, cujas conclusões apontaram para a ineficácia da política monetária onde há livre mobilidade de capitais e taxa de câmbio fixa.

“Para além da presença constante de considerações sobre a condição fiscal do governo na opinião pública, o sentido geral dessa discussão tem sido entender os limites dessa interação, ou seja, em quais pontos a autonomia de um Estado ou autoridade monetária é limitada ao manejar os instrumentos de política monetária, cambial e fiscal”, afirma.

Silva ainda retoma escritos de Passari e Rey, autoras que argumentam haver um ciclo financeiro global, correspondente a um padrão claro de movimento conjunto de fluxos de capital bruto, de alavancagem do setor bancário, de criação de crédito e de preços de ativos de risco (ações, títulos corporativos) entre países. Nessa perspectiva, as propriedades de isolamento de regimes de câmbio flutuante podem ter sido superestimadas, defendem.

O EPPGG conclui, então, que o debate contemporâneo sobre política monetária recoloca, sob novas bases, uma questão antiga: os limites reais da autonomia estatal em um sistema financeiro internacional integrado. “Nesse contexto, a discussão sobre juros não pode ser dissociada das escolhas de política cambial ou fiscal”, assevera.

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