Do socorro à preparação: no JOTA, EPPGG debate políticas públicas e crise climática

A EPPGG Maira Alves Rocha publicou artigo no JOTA em que discute a necessidade de se planejar políticas públicas que levem em conta o acontecimento cada vez mais frequente de calamidades climáticas. Ela relembra alguns desses casos que ocorreram no Brasil em 2025, como as enchentes no Rio Grande do Sul, a seca na Amazônia e a forte onda de calor na região central.

“Tradicionalmente, após grandes desastres naturais, a proteção social oferecida pelos governos envolve a transferência de renda, assistência alimentar, pensões, seguro-desemprego e assistência em saúde”, afirma. No caso do RS, o governo federal realizou diversas ações, dentre elas a MP 1.219/2024, que instituiu o Auxílio Reconstrução - um apoio financeiro, pago pelo governo federal, em uma única parcela de R$ 5.100.

Contudo, ressalta a EPPGG – embora as ações de resposta rápida sejam vitais nessas circunstâncias –, é preciso que os governos pensem de forma antecipada: “É inegável a importância das ações de adaptação e resposta imediata, tomadas após o evento, porém o gerenciamento de desastres naturais deve ter atenção redobrada à fase de preparação e planejamento. Isso é especialmente adequado no contexto de alterações nos padrões de precipitação e eventos climáticos extremos mais frequentes, capazes de causar perdas humanas e financeiras expressivas”.

Em sua análise, as mudanças climáticas impõem uma realidade incontestável: a de que o país passará por novos eventos extremos. Por isso a urgência em se mudar a lógica do socorro – após os desastres – para a lógica da preparação – antes dos desastres. “Políticas públicas adotadas em situação de calamidade pública permitem atender às demandas imediatas, mas não resolvem o problema a longo prazo, o que requer a melhoria prévia de infraestrutura, investimentos na área da defesa civil e na proteção social das famílias”.

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