Fim do almoço grátis? EPPGG comenta mudanças corporativas nas empresas de IA
O EPPGG James Görgen, em artigo publicado no Mobile Time, fala sobre o que ele considera o fim do “almoço grátis” em relação ao uso das tecnologias de Inteligência Artificial (IA). Comentando mudanças de políticas corporativas e trazendo à luz diversos casos atuais, ele sentencia: “O aperto chegou. Os usuários vão sentir – nos anúncios ao final de cada resposta, nos planos que desapareceram, nos recursos que deixaram de estar incluídos na mensalidade, nos preços que sobem conforme o uso cresce. A IA continua sendo uma das tecnologias mais transformadoras da história. Mas transformações, afinal, sempre têm um preço”.
No texto, Görgen comenta decisões corporativas da Anthropic, desenvolvedora do chatbot Claude, e da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. A primeira restringiu o acesso às suas ferramentas de IA, aumentando o valor das assinaturas; já a segunda confirmou o início dos testes de anúncios no ChatGPT para usuários adultos nos Estados Unidos, nos planos gratuito e no recém-lançado ChatGPT Go.
“As duas decisões, distintas na forma mas idênticas nos objetivos, contam a mesma história. A era de ouro da IA gratuita – ou quase gratuita – está chegando ao fim. Não é apenas nos agentes autônomos que as empresas estão redesenhando seus modelos de negócio. É em toda a cadeia, do usuário casual que conversa com um chatbot ao desenvolvedor que roda fluxos de trabalho complexos em segundo plano. Ao longo dos próximos três anos, o que vem a seguir vai parecer, para muitos, como uma ressaca depois de uma festa que se estendeu por um curto tempo”.
Para entender o que está acontecendo, pontua o EPPGG, é preciso olhar para os números por trás do marketing. Entre 2024 e 2029, segundo a Gartner, o investimento de capital em data centers de IA deve atingir cerca de 6,3 trilhões de dólares. Para que esse investimento não vire catástrofe, as grandes empresas de IA precisariam gerar um retorno sobre o capital investido (ROIC) de pelo menos 12% – abaixo disso, afirma Görgen, “há write-downs e um desastre não mitigado para todos os investidores nessa tecnologia”. Para atingir esse piso mínimo, as empresas precisariam acumular cerca de 7 trilhões de dólares em receita até 2029 – quase 2 trilhões de dólares por ano no final do período. A grandeza dos números ajuda na compreensão das mudanças de direção da IA.