ANESP participa de congresso promovido pelo Sinditamaraty sobre assédio e discriminação no serviço público

Fotos: Sinditamaraty

Os vice-presidentes da ANESP Artur Sinimbu e Elizabeth Hernandes participaram, nesta quarta (6), do 2º Congresso Internacional de Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação no Serviço Público, promovido pelo Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (Sinditamaraty).

O encontro reuniu, entre terça e quarta-feira (5 e 6), especialistas, autoridades e representantes sindicais para debater estratégias de combate a práticas discriminatórias no setor público. O evento também representou a abertura de um espaço de diálogo, de troca de experiências, capacitação e construção coletiva para o enfrentamento dos atuais desafios para as pessoas que trabalham e defendem um serviço público mais seguro, digno e democrático.

Foto: Sinditamaraty

Artur Sinimbu participou da mesa “Políticas afirmativas no Brasil: legado e novos horizontes no serviço público”, que evidenciou desigualdades que ainda marcam a trajetória das pessoas dentro das instituições. O EPPGG falou da importância das ações afirmativas para negras e negros e o impacto positivo que elas geram em relação à qualidade do serviço público. Ainda assim, criticou uma desigualdade contínua que se expressa, por exemplo, nas posições de maior poder decisório: se negros e negras representam 55,5% da população brasileira e 37,2% dos vínculos civis ativos no Executivo federal, essa fatia cai para 14,6% quando se olha apenas para vínculos em funções DAS 6 – o topo da estrutura da administração direta. Sinimbu defendeu ainda, para além da necessidade de cotas, a implementação de programas de enfrentamento institucional do racismo nas organizações públicas.

Foto: Sinditamaraty

Já Elizabeth Hernandes participou do painel de encerramento do evento, onde destacou a importância do espaço e da presença – e protagonismo – de mulheres: “Onde uma mulher fala, todas são ouvidas. Portanto, é muito importante dizer que nós estamos sempre aqui. Estamos  construindo um mundo onde falar de assédio em um congresso não fará mais sentido. O caminho é longo e áspero até que se chegue lá, mas nós o percorreremos juntas e juntos”.

Acompanhe a repercussão do congresso nas redes do Sinditamaraty.