Audiência sobre valorização das mulheres na infraestrutura nacional tem presença da ANESP
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados realizou, nesta quinta-feira (11), audiência pública para debater o Projeto de Lei nº 4.418/2025, que institui o Dia Nacional da Valorização das Mulheres na Infraestrutura Nacional. A vice-presidenta da ANESP, Elizabeth Hernandes, fez uso da palavra representando a entidade, o Fonacate e o Coletivo Mulheres Sindicalistas - apoiadores da iniciativa.
A audiência foi coordenada pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF) e ocorreu no plenário 14 da Câmara dos Deputados. Representantes de entidades sindicais e profissionais de diferentes áreas da infraestrutura reuniram-se para discutir a importância do reconhecimento e da valorização das mulheres que atuam em setores estratégicos para o desenvolvimento do país.
Durante a audiência, as participantes destacaram os desafios ainda enfrentados pelas mulheres nesses setores e a importância de ampliar sua visibilidade, reconhecimento profissional e participação em espaços de liderança e tomada de decisão.
Foto: Diana Lima/ANESP
“Quando uma mulher fala, é a voz de muitas outras que também está sendo ouvida. Ao tratarmos de infraestrutura, ainda somos confrontadas por estereótipos que associam as áreas de engenharia e ciências exatas aos homens, enquanto reservam às mulheres outros espaços. Felizmente, sabemos que essa visão não corresponde à realidade. Ao longo da história, inúmeras mulheres contribuíram decisivamente para a ciência, a inovação e o desenvolvimento do país, embora muitas vezes tenham tido seu trabalho invisibilizado. É justamente por isso que ainda precisamos de datas e iniciativas que deem visibilidade a essas trajetórias e reafirmem o direito das mulheres de ocupar todos os espaços da sociedade”, destacou Elizabeth Hernandes.
O PL 4.418/2025, de autoria da deputada Érika Kokay, propõe a criação de uma data nacional dedicada à valorização das mulheres que atuam em áreas como transporte, logística, energia, mobilidade urbana, habitação, saneamento, recursos hídricos, comunicação, infraestrutura digital, construção civil, regulação e concessões.
“Como escritora, fui buscar a etimologia da palavra infraestrutura. ‘Infra’ significa aquilo que está abaixo, a base; e ‘estrutura’ remete à ideia de unir, montar e sustentar. É uma imagem que dialoga com a realidade de tantas mulheres que, dentro e fora das engenharias, ajudam diariamente a construir e sustentar a sociedade. Mas não queremos ser apenas a infraestrutura invisível do mundo. Queremos equidade de gênero. Por isso, a ANESP, o Fonacate e o Coletivo Mulheres Sindicalistas defendem a justiça social e a redução das desigualdades de gênero. Homens e mulheres têm a mesma capacidade de construir e o mesmo direito de usufruir do que foi construído”, afirmou Elizabeth Hernandes.
Atuação coletiva
O Coletivo Mulheres Sindicalistas tem atuado na promoção de debates voltados à ampliação da participação das mulheres em espaços de liderança, formulação de políticas públicas e setores estratégicos da administração pública. Participam do grupo entidades como a ANESP, a ADUnB (Associação dos Docentes da Universidade de Brasília), a Afipea Sindical, a ANEINFRA Sindical, a APCF (Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais), a INTELIS (União dos Profissionais de Inteligência de Estado da ABIN), o Sinditamaraty, a FENADEPOL (Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), a AMPOL (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), o ANDES-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a ASPREVIC e o Sindifisco Nacional.