Presidente da ANESP defende servidores públicos em debate na Pública - Central do Servidor

Presidente da Pública, Nilton Paixão, e da ANESP, Alex Canuto. Foto: Pública - Central do Servidor

Presidente da Pública, Nilton Paixão, e da ANESP, Alex Canuto. Foto: Pública - Central do Servidor

O Presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Alex Canuto, participou, na noite de terça-feira, do Pública Debate: Reação e Mobilização contra as Medidas do Governo Federal que atingem as carreiras públicas. O evento foi organizado pela Pública - Central do Servidor, entidade à qual a ANESP é afiliada.

O debate foi transmitido ao vivo pelo Facebook da TV do Servidor e pode ser assistido na íntegra pela rede social ou no player abaixo, ao fim da matéria.

Em sua fala, o Presidente Alex Canuto denunciou as verdadeiras razões que levaram o governo a colocar o servidor de carreira como vilão das contas públicas. "Essa disputa na crise fiscal é muito clara. São as instâncias meritocráticas, servidores que entraram por concurso público e que atuam com melhoria de gestão e no combate à corrupção, à sonegação e a todo tipo de crime, contra a classe política, que quer se manter no poder a qualquer custo”, denuncia.

Canuto repercutiu no debate o entendimento da Carreira de EPPGG de que as medidas anunciadas pelo governo são inócuas e vão gerar problemas ainda maiores no futuro. "No caso de adiamento de reajuste, já existe jurisprudência do STF e do STJ dizendo que é direito adquirido. Portanto, se o governo tentar mexer nisso vai ter uma enxurrada de ações judiciais que vão produzir esqueletos, contas a serem pagas pelas gerações futuras. Isso é aumentar o tamanho do problema”, explica.

A incoerência do governo também foi apontada durante o evento. "Onera-se a classe média enquanto beneficia-se amigos do rei, pois na mesma semana da votação do impeachment houve anistia para caloteiros de impostos rurais e redução do FunRural. E, agora, para piorar, o Congresso pode desconfigurar o Refis e aprovar o fundo eleitoral, o fundão. Nesse tipo de situação, onde gasta-se mais recursos públicos com esse déficit que a gente tem para beneficiar setores do poder, é muito complicado dizer que a classe média tem que pagar a conta com aumento de combustível e arrocho salarial”, argumenta.

Assista abaixo à íntegra do debate: