Nasce a Federação Nacional de Carreiras de Gestão de Políticas Públicas

 João Aurélio, então Presidente da ANESP, durante o GesGOV. Foto: SindGESTOR

João Aurélio, então Presidente da ANESP, durante o GesGOV. Foto: SindGESTOR

Federação foi última entrega da gestão do ex-presidente João Aurélio

Durante o I Congresso Brasileiro de Gestão Governamental (GesGOV), nos dias 19 e 20 de novembro, em Goiânia, foi criada a Federação Nacional de Carreiras de Gestão de Políticas Públicas. A associação reúne carreiras estaduais de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGGs) e a ANESP numa rede nacional voltada para profissionalização meritocrática da máquina pública. Conforme expressamente definido na Ata de Instituição, o Presidente da Anesp, à época João Aurélio e atualmente Alex Canuto, é também o Presidente da Federação.

O Congresso foi realizado pelo Sindicato dos Gestores Governamentais de Goiás (SindGESTOR), presidido pelo gestor governamental Eduardo Aires. Durante os trabalhos e a fundação da Federação ele defendeu com entusiasmo a união das diversas carreiras ao redor do desafio comum de forjar nacionalmente o conceito de EPPGG.

Criação da Federação de Gestores

O primeiro passo foi dado em outubro de 2013, durante o Congresso Brasileiro de Gestores Públicos, realizado pela ANESP, em Brasília. Na ocasião, os representantes das entidades assinaram Protocolo de Intenções com o objetivo de fundar entidade sindical de grau superior, então chamada Federação Brasileira de Gestores Públicos de Carreira. Posteriormente, durante o VII Congresso do Conselho Nacional de Secretários de Estado da Administração - CONSAD, essa iniciativa foi reformada. No ano seguinte, no mesmo evento, os gestores se reuniram e decidiram não só mudar o nome da associação para Federação Nacional de Carreiras de Gestão de Políticas Públicas como alterar também sua natureza de sindical para cível, permitindo assim que as diversas entidades decidam quais arranjos lhes sejam mais adequados.

“Nossa carreira não poderia se unir a uma federação sindical sem que antes tivéssemos um mínimo de discussão interna sobre isso. Principalmente porque não poderíamos nos ligar a mais nenhuma outra federação sindical. Seria dar um baita passo estratégico sem qualquer diálogo interno com os colegas. Agora, com a associação em curso, podemos livremente conversar sobre o futuro. As demais entidades entenderam da mesma forma e optaram por entidade de caráter civil e não sindical”, afirmou o ex-Presidente da ANESP João Aurélio.

Ainda segundo o ex-Presidente da Anesp, o esforço por aproximar as carreiras de EPPGGs poderá valorizar ainda mais o espaço institucional de concepção e gestão de políticas públicas, azeitar a atuação integrada das diversas burocracias em programas intersetoriais e interfederativos, qualificar a capacitação de servidores e ampliar a eficácia de iniciativas de aprimoramento da gestão subnacional.