Presidente da ANESP participa de audiência pública sobre a MP 805 no Senado Federal

 Presidente Alex Canuto fala em comissão presidida pelo Senador Hélio José, ao centro. Foto: Filipe Calmon / ANESP

Presidente Alex Canuto fala em comissão presidida pelo Senador Hélio José, ao centro. Foto: Filipe Calmon / ANESP

A Comissão Senado do Futuro realizou, na tarde desta quinta-feira (09), a Audiência Pública: Futuro dos Servidores Públicos frente a MP 805/2017 e ações do Governo Federal. O Presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Alex Canuto, também em nome da Pública - Central do Servidor, foi um dos representantes de servidores públicos a compor a mesa, dirigida pelo Senador Hélio José, Presidente da Comissão.

"Esse governo não se importa com a opinião pública, pois não é ela que o sustenta. Os pilares desse governo são o apoio da velha classe política e do mercado. A classe política recebe agrados por meio de emendas parlamentares, sangrando os cofres públicos, e o mercado se alimenta de expectativas de reformas e de privatizações, que aliás não vão ocorrer como prometido. É um governo cujos principais membros estão envolvidos em corrupção e sua prioridade é manter seus foros privilegiados para escapar da justiça. Todo o resto é assessório, e o ajuste fiscal não será feito porque ele esbarra nos interesses da velha política. O governo não tem peito para fazer um ajuste fiscal sustentável e quer jogar a conta do abafamento das denúncias de impeachment para o servidor público e do trabalhador brasileiro, com arrocho salarial e aumento de tributos, como em combustíveis. Só que isso não resolve o problema fiscal e penaliza as gerações futuras, gerando esqueletos em razão de demandas judiciais que estão por vir”, avalia.

O Presidente da ANESP sustenta que o governo não entrega o prometido ao mercado e "fica gerando factóide" toda vez que a bolsa ameaça cair pela ausência de reformas. "Não é atacando servidor público que se faz ajuste fiscal. Na incapacidade de se fazer um ajuste de verdade, o governo fica com esse tipo de firula. O governo não dá autonomia total para a equipe econômica da Fazenda fazer um ajuste fiscal sustentável pois precisa prover recursos para alimentar as bocas da velha política no Congresso, com liberação de emendas, anistia para sonegadores e outras benesses. O custo do abafamento do impeachment foi 10 vezes maior do que o gasto que será postergado com essas medidas equivocadas. A velha política tem influência sobre o Ministério do Planejamento e é um câncer que temos nesse Brasil. Não adianta esperar 2018 porque não vai acontecer um milagre. Enquanto o mercado não entender que isso não é ajuste fiscal, nós vamos continuar com esses vôos de galinha no PIB”, conclui.

Além de Alex Canuto, participaram da audiência pública: Petrus Elesbão, Presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis); Sérgio Ronaldo da Silva, Secretário-Geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef); e José Devanir de Oliveira, Diretor de Assuntos Parlamentares do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional).

Confira no vídeo abaixo a participação do Presidente da ANESP na audiência pública: