Campanha Salarial 2015: entidades não aceitam contraproposta e Governo analisa DAS para servidores

 João Aurélio afirma a jornalistas importância da ocupação de cargos comissionados por servidores de carreira. (Foto: Filipe Calmon / ANESP)

João Aurélio afirma a jornalistas importância da ocupação de cargos comissionados por servidores de carreira. (Foto: Filipe Calmon / ANESP)

Os servidores públicos federais não aceitaram a contraproposta do governo à pauta da Campanha Salarial 2015. O posicionamento foi detalhado pelos líderes sindicais e associativos presentes em reunião com o Secretário de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (SRT/MP), Sérgio Mendonça, realizada na tarde de terça-feira (07). Um novo encontro deve ocorrer até o próximo dia 21 de julho. João Aurélio, Presidente da ANESP, representou os EPPGGs.

"A pauta de discussão precisa ser alargada. Demandamos uma série de pontos e queremos ouvir o governo sobre isso. A perda do poder de compra é um fato e foi esquecida. Queremos conversar, mas essa contraproposta precisa crescer. As questões setoriais precisam ser discutidas. Somos um sindicato que trouxe à campanha salarial proposta desonerando a folha, proposta que foi abraçada por todas as categorias. Agora é com o governo”, ressaltou João Aurélio.

O Secretário, provocado pelas carreiras do Ciclo de Gestão, prometeu estudar proposta de profissionalizar a ocupação de cargos de livre nomeação. A nomeação de servidor de carreira para cargo comissionado custa 40% menos do que a de alguém estranho ao serviço público. E, segundo João Aurélio, “não há como realmente racionalizar a administração da máquina pública com mais de 20 mil cargos públicos disponíveis para qualquer um, ou seja, expostos ao presidencialismo de coalizão”