Enquanto a violência ameaçar a força do voto, a luta pela democracia será permanente
Neste 31 de março, lembramos os 61 anos do golpe militar de 1964, um marco histórico que mudou radicalmente a trajetória política e social do Brasil e deu início a um regime autoritário que durou 21 anos. Os impactos nas políticas públicas e na estrutura do País foram profundos - e seguem reverberando.
A ANESP chama a atenção sobre as consequências dessa ruptura democrática e como ela ecoa em eventos mais recentes, como a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Assim como em 1964, o episódio de 8 de janeiro revelou os perigos de onde nos podem levar discursos e ações que minam a confiança nas instituições democráticas.
No período militar, políticas públicas foram moldadas em torno de uma centralização autoritária do poder, grandes investimentos em infraestrutura vieram acompanhados do agravamento de desigualdades sociais e de uma repressão severa aos direitos civis e às liberdades individuais.
Hoje, ao refletirmos sobre esse capítulo da história, é essencial analisar como suas consequências ainda influenciam o presente. Muitos dos desafios que enfrentamos em termos de desigualdade, subdesenvolvimento e consolidação democrática têm raízes nesse período. As consequências de 1964 ainda afetam as políticas públicas e as instituições brasileiras, enquanto os atos de 2023 nos lembram que a luta pela democracia é permanente.
A data também é importante para recordarmos que o fim da ditadura deu início à efetivação da redemocratização do País, que no último 15 de março completou 40 anos. A jovem democracia brasileira, mesmo que sob ataque, como em 2016 e janeiro de 2023, tem dado sinais de resistência através da ação das instituições e da sociedade.
Que possamos aprender com o passado e com o presente para construir um futuro mais justo e democrático.