Vitória: Articulação parlamentar da ANESP com o Fonacate impede votação da reforma da previdência

 Lideranças sindicais atuaram intensamente no Congresso Nacional contra a votação da Reforma da Previdência. Foto: Fonacate

Lideranças sindicais atuaram intensamente no Congresso Nacional contra a votação da Reforma da Previdência. Foto: Fonacate

“Para manter privilégios da velha política, Governo tenta desviar o foco atacando servidores concursados

 Líderes do Fonacate presentes no Salão Verde. Foto: Filipe Calmon / ANESP

Líderes do Fonacate presentes no Salão Verde. Foto: Filipe Calmon / ANESP

 Ato durante esta quinta-feira (14). Foto: Fonacate

Ato durante esta quinta-feira (14). Foto: Fonacate

O Presidente da Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental (ANESP), Alex Canuto, e demais líderes do Fórum das Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), atuaram intensamente no Congresso Nacional durante a semana para impedir a votação da Reforma da Previdência. E conseguiram. O governo recuou de sua intenção inicial e anunciou que o assunto só voltará a ser debatido na segunda quinzena de fevereiro de 2018.

Diante disso, na manhã desta quinta-feira (14), foi realizado ato simbólico no Congresso Nacional, ao enterrar a reforma. “Essa proposta de reforma não atinge os verdadeiros privilegiados do país. O governo abriu o cofre para abafar as duas denúncias de impeachment, contemplando interesses da velha política, anistiando sonegadores, reduzindo alíquota de tributos, liberando emendas parlamentares, e agora quer jogar a conta para toda a sociedade, atacando os servidores concursados, que formam a parte profissionalizada e meritocrática do Estado. Mas foi a ação conjunta das carreiras de Estado que neutralizou esse ataque. Enquanto nós nos mantivermos unidos, essa reforma não passa do jeito que está”, assinala Alex Canuto.

Segundo Canuto, o governo federal não terá força para aprovar a Reforma da Previdência e acaba "criando factoides para acalmar o mercado, enquanto age silenciosamente para abafar iniciativas meritocráticas como a Lava-Jato, que leva corruptos para a cadeia e ameaça os esquemas da velha política". "Justamente por isso”, avalia, "ataca os servidores das carreiras de Estado, usando o discurso mentiroso de que está combatendo privilégios como alternativa à conversa de combate ao déficit fiscal que não colou”.

Na quarta-feira (13), outro ato público atraiu a atenção da imprensa brasileira e dos parlamentares (assista ao vídeo abaixo). Na ocasião, dirigentes do Fonacate discursaram contra a Reforma da Previdência. Da mesma forma, Alex Canuto, também se posicionou contra a reforma, mas indo além, denunciando a verdadeira intenção do governo com as medidas que vêm sendo anunciadas sucessivamente contra os funcionários públicos concursados.

"O Governo Temer não está preocupado em fazer ajuste fiscal nem cortar privilégios. Esse governo quer manter seus privilégios e o foro privilegiado da classe política que ele representa porque é um governo que tem medo de investigação, tem medo da Lava-Jato. Por isso quer desestruturar as carreiras de Estado, que é quem realmente está fazendo a máquina pública trabalhar melhor e quem realmente pensa no futuro desse país de forma organizada. O governo está atacando nesse ponto, procurando um bode expiatório. Precisamos combater isso. Precisamos atuar firmemente para não deixar jogar na nossa conta o prejuízo causado pelo descalabro de muitas gestões incompetentes no governo”, declarou Canuto durante o ato.