Gestores federais do RJ criam Fórum para modernizar gestão pública

Proposta incentiva o benchmarking para modernizar a Administração Pública Federal no Estado. De acordo com idealizador, iniciativa fortalece os gestores locais e promove a gestão governamental eficiente.

No último dia 23 de novembro, aproximadamente 50 dirigentes e servidores de órgãos públicos federais lotados no Rio de Janeiro se mobilizaram para dar início a uma atividade inédita no Estado. Buscando criar um ambiente favorável à troca de conhecimento, o grupo se reuniu na Escola Nacional de Botânica Tropical do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (ENBT/JBRJ) para dar início ao Fórum de Gestores Públicos de Órgãos Federais do Rio de Janeiro (GesRio).

 Foto: Ascom/JBRJ

Foto: Ascom/JBRJ

De acordo com o idealizador do GesRio, o Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental (EPPGG) e diretor de Gestão do JBRJ, Renato Cader, a iniciativa pretende promover o benchmarking entre os profissionais que ocupam cargos de gerência na Administração Pública Federal no Rio de Janeiro. A meta é fazer com que eles conheçam casos de sucesso implementados em instituições públicas e levem-nas para suas próprias entidades, proporcionando um processo de melhoria contínua na gestão governamental.

A iniciativa vem em resposta a um problema sentido por Cader nos órgãos públicos do RJ. Para ele, é pouco o contato existente entre os servidores que lidam com gerência naquele Estado em qualquer esfera governamental - “era uma angustia que eu tinha, porque aqui no Rio há uma falta de diálogo muito grande entre os gestores”.

O Fórum também foi uma saída encontrada para driblar outra lacuna existente nos órgãos da Administração Pública Federal de lá: a carência de servidores altamente capacitados. O diretor salienta que, apesar de concordar que o centro administrativo brasileiro deve possuir um grande número de profissionais de alto padrão (caso dos EPPGGs), não se pode esquecer que a profissionalização da gestão deve ocorrer de forma descentralizada.

- “A eficiência da gestão pública depende também de possuir tentáculos fortes e eles estão justamente nos Estados. Por exemplo, você tem uma instituição muito grande fora de Brasília que às vezes pode ter 2.000 servidores e nenhum gestor. Entretanto, em uma secretaria de um Ministério, podem estar lotados 15 gestores. Se esses órgãos [representações nos Estados] não fossem importantes, não receberiam o orçamento que recebem, não teriam a quantidade de servidores que possuem”, ressalta o gestor.

Da angústia à integração
Motivado pela falta de contato, Cader - que se autoconsidera um apaixonado pela carreira e pela gestão pública - ficou animado ao ver que outros gestores do RJ tinham o mesmo sentimento dele. Para estudar a viabilidade de realização do evento, o EPPGG conversou com outros servidores, que aderiram de prontidão ao movimento. O secretário de Gestão do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seges/MP), Marcelo Viana, também apoiou o grupo e fez questão de enviar um representante da Seges ao Fórum. Já o diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sérgio Côrtes, foi além e se propôs a ajudar o gestor na organização.

Algumas semanas depois, a iniciativa tornou-se realidade. O primeiro encontro reuniu representantes de 24 entidades da Administração Pública Federal, como IBGE, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Além do MP, outras Pastas também enviaram servidores de Brasília, caso dos Ministérios do Trabalho e Emprego (MTE), do Turismo, da Justiça e da Saúde.

As reuniões do GesRio serão mensais e terão sempre um foco específico. Divididas em duas partes, elas apresentarão cases de sucesso nas áreas em destaque e incentivarão os participantes a falar sobre suas próprias experiências. Depois, é definido o assunto do encontro seguinte.

No dia 15 de janeiro, data do próximo encontro, estará em pauta a Gestão de Competências na Administração Pública. Segundo Renato, outros temas que devem ser abordados ao longo do ano serão avaliação de desempenho, compras públicas e as gestões de processos, orçamentária, de recursos logísticos e de tecnologia da informação.

Fonte
Assessoria de Comunicação ANESP