ANESP Entrevista: “Estamos numa trajetória bem sucedida de garantia da segurança alimentar”, afirma Lilian Rahal

Em julho, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) publicou o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026”, atualizando os índices da fome global para o período entre 2023 e 2025. Novamente, o Brasil aparece fora do Mapa da Fome: a proporção da população que não tem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias para uma vida saudável esteve abaixo de 2,5%. O relatório também apontou melhoria em diversos indicadores nacionais, como a diminuição da insegurança alimentar severa, que chegou a 0,6% – o menor patamar da série histórica.

Após voltar a figurar no Mapa da Fome da ONU no recorte entre 2018 e 2020, o resultado positivo dos últimos anos, no Brasil, é consequência de uma série de políticas públicas construídas e reconstruídas para enfrentar a questão de modo efetivo. Um conjunto de pessoas está por trás dessas iniciativas. Entre elas, a EPPGG Lilian Rahal, secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

Em conversa com a ANESP, ela falou sobre o enfrentamento à fome no Brasil. “É um período de retomada das políticas públicas de segurança alimentar e nutricional e de um modelo bem sucedido que o Brasil mostra para o mundo – de desenho, coordenação e implementação de políticas que têm resultados efetivos na garantia da segurança alimentar e nutricional da nossa população”, afirma.