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Congresso Brasileiro de Gestores Públicos consolida Carta de Intenções

Documento foi estruturado contemplando as necessidades federais e estaduais. Presença das carreiras estaduais foi destaque do Congresso.

Foto: Ascom ANESP

A manhã do último dia do Congresso Brasileiro de Gestores Públicos foi marcada por um animado debate entre os participantes, muitos deles gestores das carreiras estaduais. Todos buscavam condensar na Carta de Intenções as conclusões do que foi discutido durante os três dias de evento e nos grupos de trabalho. Uma das maiores preocupação dos presentes era a de contemplar não só as expectativas dos gestores de carreira federais, mas dar amparo aos estaduais.

"O documento contém uma proposta concreta, legítima e factível. Compatível com o que existe no resto do mundo e chega em um momento em que as condições políticas estão amadurecidas para recebê-lo", avaliou o presidente da ANESP, Trajano Quinhões.

Os debates tiveram base no trabalho dos GTs, que se reuniram desde julho, em encontros virtuais e presenciais, para debater os três temas do Congresso: "Recrutamento, Seleção e Formação de executivos públicos em Escolas de Governo", "Governança e Estruturação de Carreiras de Executivos Públicos" e "O Papel dos Gestores Públicos na Formulação, Implementação e Avaliação de Políticas Públicas". Um dos pontos que demandou mais atenção aos participantes foi a da adequação do documento à realidade das carreiras estaduais, uma vez que o conteúdo da carta precisa refletir o conjunto dos participantes.

Em comum, a necessidade de se discutir o tema da profissionalização em todas as carreiras. "É importante a publicação desta carta porque a opinião pública e os contribuintes querem saber o porquê de não se alcançar os resultados pretendidos. Temos de marcar nossa posição e sugerir os avanços necessários. O consenso entre os participantes é de que o Estado precisa ser mais eficiente para o cidadão, e o papel dos gestores públicos nesse processo é fundamental”, enfatisou o diretor administrativo-financeiro da ANESP, Ricardo Vidal.

Dentre os outros temas debatidos, destaque para a importância da formação continuada, com maior investimento nas escolas de governo, inclusive com a formação de uma rede nacional.